sexta-feira, 18 de dezembro de 2009


Ang Tshring Shrepa, golfista amador e dono de uma empresa aérea do Nepal, resolveu praticar seu esporte favorito em um local bem diferente da grama verde comum em campos de golfe: a cordilheira do Himalaia. As informações são Reuters.Shrepa resolveu alugar um helicóptero para chegar a mais de 4 mil m de altitude, em um local bem próximo ao Monte Everest, o mais alto do mundo, com 8.848 m. O empresário pretende convidar o golfista Tiger Woods para dar umas tacadas por lá. ;D

O MONTE EVEREST NA VIDA DE TODOS

“Você está em pé na neve, 8500 metros acima do nível do mar, contemplando o horizonte a centenas de quilômetros. Aqui, a vida é muito simples. Viver ou morrer. Nada de concessões, lamentos ou segundas chances. É um lugar constantemente assolado por ventos e tempestades, onde cada respiração é um feito e tanto. Você está no pico mais alto da Terra. É a montanha Everest. Até ontem era considerada invencível. Mas isso foi ontem”“Ao estudar o horizonte, do pico do Monte Everest, Inés estava especialmente preparada para suportar e resistir à fúria da montanha mais intempestiva do mundo. Ela acreditava que conquistaria e criou um plano estratégico de vida e carreira especialmente para ele.” (texto da propaganda dos relógios Rolex).Existe um monte Everest a ser conquistado na vida de todos. Quando tiver conquistado o seu, encontrará uma história singular e maravilhosamente sua. Você precisa descrever mentalmente qual Monte Everest deseja conquistar: o de Presidente de uma Multinacional, controller de uma média empresa, analista , ter seu próprio negócio ou mesmo todos, um a cada etapa de sua vida. Para sua escalada profissional, veja uma analogia entre as 6 regras do Montanhismo de Heubner, adaptadas para a carreira profissional:1 – Seja apaixonado por sua Carreira. “Suba com Paixão”.A paixão é essencial a todo profissional que espera chegar ao topo. Chegar a ele requer paixão, seja o topo metafórico ou real. O fato de o topo exigir paixão é uma lei imutável do universo. Aplica-se não apenas ao montanhismo e aos negócios. Aplica-se a todos os ramos das conquistas humanas. Poucas vezes encontramos um profissional apaixonado por sua carreira, mas quando encontramos um temos certeza do seu sucesso. Qual sua paixão?2 – Mude antes que seja necessário. “Sem coragem não há glória”.Você está preparado para as armadilhas e as oportunidades. Sim o mundo admira os corajosos. Você é corajoso? Se for, cuidado para não ser também idealista ou ingênuo. Nem sempre sua coragem lhe trará glória e recompensas e, vez por outra, você terá que pagar o preço do fracasso. Só um tolo arrisca o que não está preparado para perder. Você está preparado para pagar o preço do fracasso ou é apenas um soldadinho de lata que ouviu muitos discursos sobre motivação?3 – Prepare-se para os momentos incertos. “Espere encontrar becos sem saídas”.No seu planejamento, você leva em conta os “Becos sem saída”, o desemprego, ou está planejando fazer carreira no mundo da fantasia? É impossível prever quando surgirão os problemas, mas é quase certo que eles surjam. Você está mentalmente preparado para eles? Tem a tenacidade para preservar ou entrará em pânico e jogará tudo para cima, gritando: “Com isso eu não contava”.4 – Seja leal a você e a sociedade. “Jamais abandone seu parceiro”.O caminho mais rico para a paz interior e o sucesso duradouro passa pela lealdade pessoal. Você é um funcionário confiável? Um sócio Leal? Um amigo fiel? Feliz é aquele capaz de responder sem hesitar: “sim, sim e sim”. Você sempre será reconhecido por seus atos. Seus pontos fortes são aqueles que a sociedade reconhece, que nem sempre são o que você espera representar.5- Compare-se a si mesmo, faça o melhor de si. “Nunca olhe para onde não quer ir”.Você só pode fazer coisas que já tenha feito mentalmente; quando você imagina nada, criará exatamente nada. Como você gostaria de ser lembrado? Como você se vê na segunda metade da sua vida?“O mundo tem sua forma de lhe dar o que exigiu de você. Se você tiver assustado e buscar o fracasso e a pobreza, é isso que terá, por mais que tente o sucesso. A Falta de fé em si mesmo, no que a vida fará por você, o afasta das boas coisas do mundo. Espere a vitória e você sairá vitorioso. Em nenhuma outra parte isso é mais verdadeiro do que no mundo dos negócio”.6 – Seja responsável por seus Relacionamentos. “Sempre haverá espaço na corda para pessoas honradas”.Quando encontrar a pessoa certa, dedique-se a ela. Faça alianças com as pessoas boas. Uma pessoa boa puxa para cima todos ao seu redor e, quando se trabalha unido o resultado pode ser surpreendente. A cada nova pessoa na sua rede de relacionamentos, a qualidade melhora, gerando um novo padrão de excelência.”. Você está aliado a pessoas boas?”. Quantos amigos você está disposto a ajudar. Um profissional vitorioso, só alcançará seu topo se sua rede de relacionamentos conspirar para que isso aconteça.De fato não importa o tamanho de sua montanha - a ambição profissional; a escalada - sua carreira, precisa ser planejada e gerenciada.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Carlos Morey aguarda para ataque final ao cume do Everest


Em seu último contato, Morey explicou o funcionamento das máscaras de oxigênio e reguladores e sobre como será a logística do ataque ao cume.“Estamos de volta a esse "paraíso"... Levamos três horas desde Lobuche até aqui sob uma forte nevasca. Na verdade, desde que saí do Brasil, há 46 dias, hoje é o dia mais feio que vi aqui. Todas as expedições que tentaram cume têm fracassado. Espero que essa piora do tempo termine. Todas as expedições estão esperando por uma janela... E quando ela vier... Todas tendem a correr. Aquela organização inicial que estávamos tentando ter pode ir por água abaixo.Eu recebi um e-mail do meu amigo Charles Klein e eu vou usar o Blog para respondê-lo, pois eu também tinha muitas dúvidas sobre o uso do oxigênio. Sobretudo para quem leu o livro do Jon Krakauer, ´No ar rarefeito´.Cada um de nós temos direito a 7 cilindros de 3L (6kg é o peso dele cheio). Esse cilindro é conectado a um regulador (russo) como num mergulho, mas a qualidade é bem inferior. O regulador é conectado à máscara (Top Out e não Poisk, russa). O regulador possui essas marcações: 0.5, 1, 2, 2.5, 3 e 4. A tabela abaixo dá uma idéia média de duração nessas marcações:- 0.5 = 32 horas- 1 = 16 horas- 2 = 8 horas- 2.5 = 6 horas- 3 = 5 horas- 4 = 3 horasUsar no 4, ou mesmo no 3, é desperdício...Para dormir, usamos o 0.5. Já usei 3 horas de um cilindro no Campo 3 para teste.Acreditamos que devemos usar entre 2 e 2.5 no dia do cume. E nesse dia a estratégia será a seguinte:- Teremos um sherpa para cada um de nós.- Ele é quem monitorará e trocará os cilindros.- Previamente já teremos para cada um de nós 1 cilindro no Balcony e 1 cilindro no Cume Sul.- Sairemos para o cume entre 21h e 22h.- A previsão é que cheguemos ao Balcony em 4 horas. Lá trocamos de cilindro. O usado deve estar na metade. Será usado na volta.- A mesma estratégia para o Cume Sul: troca-se por um novo e deixa o usado para a volta. Estima-se entre 4 horas entre o Balcony e o Cume Sul.- Com esse novo vamos e voltamos do cume. E ele serve de backup. Pois levaremos umas 4 horas entre ir e voltar (2 horas até o cume, e 10 no total).- E o sherpa irá voltando e carregando os cilindros usados.

NOVAS ROTAS NO EVEREST E NO CHO OYU

I – NOVAS ROTAS NO EVEREST E NO CHO OYUO top climber sul-coreano Park Young-Seok abriu uma nova rota na imensamente difícil Face Sudoeste do Everest. Esta é apenas a terceira rota nesse paredão, juntando-se às rotas Britânica (1975) e Soviética (1982). Park ficou obcecado pela face sudoeste desde a primeira vez que a viu. Tentou em 1991, 1993 e 2007, sem cumes. Nessas três tentativas, somente tristeza, pois viu perderem a vida três grandes amigos seus. Em 2009, entrevistado, Park falou que ia “conquistar essa face custe o que custar”. Agora finalmente veio a redenção, com essa incrível Rota Coreana.O também top climber Denis Urubko completou no Cho Oyu sua busca por todos os 14 cumes 8000, e coroou sua saga em grande estilo, abrindo uma rota diretíssima na perigosa Face Sudeste, uma face conceituada por Reinhold Messner como um “inferno de avalanches”. Na companhia do também kazaque Boris Dedeshko, desenharam essa nova via sem oxigênio e em estilo alpino, uma grande conquista.
II – O PRIMEIRO ASTRONAUTA NO TOPO DO MUNDOEle já esteve no espaço, em órbita da terra, e agora subiu para o ponto mais alto que alguém pode pisar com os próprios pés. Esta semana culminou o Everest Scott Edward Parazynski, o primeiro astronauta a pisar no ponto mais elevado do globo.
III – SITUAÇÃO DOS LATINOSTrês mexicanos fizeram cume no Everest essa semana: Gerardo Lopez, Laura González e Yuri Contreras Cedi (este, em seu terceiro cume). Ainda são esperadas maiores notícias de Rodrigo Fica Pérez (CHIL), que está tentando o Manaslu. Já o argentino naturalizado americano Willie Benegas trocou de empresa e agora guia para a Jagged Globe, tendo conquistado pela 9ª vez. Infelizmente o brasileiro Carlos Morey não conseguiu realizar seu objetivo este ano, o Cume do Everest, contudo, outras oportunidades visão, e certamente ele completará os 7 cumes.
IV – SITUAÇÃO POLÍTICA NO TIBETEA chapa ainda anda quente no Tibete, com a polícia tentando controlar as rebeliões em comemoração aos 50 anos de exílio do Dalai Lama. Por isso as montanhas chinesas ou têm estado fechadas ou têm sido abertas a conta-gotas, com muito poucas expedições conseguindo permit. Não obstante, há algumas expedições no flanco norte do Everest, e vários cumes já foram registrados este ano, principalmente com a verdadeira “horda” chinesa, com 19 alpinistas amadores da China obtendo sucesso.
V – ED VIESTURS CULMINA DE NOVOO famosíssimo alpinista norte-americano Ed Viesturs fez cume no Everest pela 7ª vez. Ed foi o 12º alpinista a concluir todos os 14 8000 e é uma das pessoas mais respeitadas do meio alpinístico. Depois de alguns anos afastado, resolveu retornar para dar uma força para a nova empresa de montanhismo que está surgindo no mercado: First Ascent.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

A verdadeira altitude do Everest


Tenho recebido muitos e-mails perguntando porque sempre cito a altitude do monte Everest como sendo de 8.850 metros e não 8.848 metros como normalmente se lê nos jornais e revistas. A resposta é simples: quando alguém escreve que o Everest mede 8.848 metros de altitude é porque está mal informado. Apresento, a seguir, um breve currículo da altitude do Everest:

Em 1852, cálculos publicados pelo Instituto Topográfico da Índia confirmaram as suspeitas de que existia uma montanha, na fronteira do Nepal com o Tibete, mais alta do que todas até então conhecidas. Partindo dos levantamentos feitos três anos antes por topógrafos ingleses, que haviam medido pela primeira vez o ângulo de elevação da tal montanha, com um teodolito de sessenta centímetros, o matemático bengalês Radhanath Sikhdar e seu jovem assistente Michael Hennessy, funcionário do Instituto em Calcutá, chegaram à conclusão de que ela media 8.839,80 metros acima do nível do mar. Tinha 257 metros mais do que o Kanchenjunga, sendo, portanto, o ponto mais alto do planeta.

A exatidão desta primeira medição foi fantástica, considerando o fato de que as duas montanhas estavam respectivamente a 174 e 242 km das torres de observação dos agrimensores de campo. Para chegar a esta medida, Radhanath Sikhdar precisou levar em conta a curvatura da Terra, a refração atmosférica, a deflexão da linha de prumo e as mudanças na densidade do ar, que mudam a curvatura da luz.

Bem mais tarde, medições feitas no Nepal, usando laser e transmissões via satélite com tecnologia de ponta e efeito Doppler, determinaram uma nova altitude para o Everest: 8.848 metros. Portanto, apenas oito metros mais alto do que a medição feita um século antes. Mas não era tudo.

No dia 05 de maio de 1999, uma equipe de alpinistas liderada pelo americano Pete Athans chegou ao cume do Everest para mais uma medição. Ele acionou dois receptores do sistema GPS, e as informações registradas foram analisadas pelos técnicos do Departamento de Ciências Aeronáuticas da Universidade do Colorado, em Boulder.

Os especialistas, de posse dos novos dados, determinaram a nova, e segundo eles, exata altitude do Everest: 8.850 metros. Portanto, dois metros a mais do que se pensava nos últimos cinqüenta anos.

A novidade foi anunciada pela Sociedade Geográfica Nacional durante a realização do 87º Congresso Anual do Clube Americano de Alpinismo, em Washington, nos Estados Unidos, em 11 de novembro de 1999.

A Conquista do Everest - parte 4

Após algumas estocadas da piqueta, depois de uns poucos passos cautelosos, Tenzing Norgay e Edmund Hillary estavam no cume do monte Everest; haviam acabado de conquistar o Terceiro Pólo. Eram 11h30min do dia 29 de maio de 1953, pelo calendário gregoriano.

Hillary olhou para Tenzing e, apesar da balaclava, dos óculos de proteção e da máscara de oxigênio estarem cobertos de gelo, escondendo-lhe a face, pôde notar um grande sorriso de puro prazer com o qual o sherpa admirava o mundo ao redor. “Estamos no lugar certo e na hora certa”, pensou Hillary. Eles sacudiram as mãos para se livrarem do gelo em suas luvas e então Tenzing abraçou o neozelandês longamente. Deram-se pequenos tapas nas costas um do outro até ficarem quase sem respiração.

Estavam no topo do mundo, no ponto mais elevado da Morada dos Deuses, na ponta do mais alto obelisco dos terráqueos. De um lado podiam ver a geleira Rongbuc. Muito longe, milhares de metros abaixo, as cores do alto planalto tibetano, como uma miragem naquele mundo branco coberto de gelo e neve.

Enquanto Tenzing Norgay preparava uma pequena oferenda para a deusa Chomolungma, Edmundo Hillary olhou em direção à Crista Norte e lembrou-se de Mallory e Irvine. Instintivamente tentou descobrir um sinal, um objeto, qualquer evidência da passagem dos dois pioneiros. Após alguns biscoitos e um pequeno gole de chá, iniciaram uma terrível descida. Seu oxigênio estava no fim, era preciso pressa. Chegaram ao acampamento no Colo Sul ao cair da noite. Quando Hillary avistou George Lowe, vindo ao seu encontro com uma térmica de sopa quente e um novo cilindro de oxigênio, disse, aos berros:

– Bem, George, nós liquidamos com este bastardo! – embora não tenham sido exatamente essas as palavras publicadas na imprensa na época.

James Morris, o correspondente do Times, desceu ao Acampamento-base e despachou um sherpa até Nanche Bazar com uma mensagem em código. Enviada por rádio para o embaixador britânico em Katmandu e retransmitida para Londres, a notícia foi publicada na primeira página do jornal na manhã de 2 de junho, dia da coroação da rainha Elizabete.

O sherpa Tenzing Norgay, nascido em 1914, tornou-se herói supranacional, todos os países do subcontinente indiano querendo tê-lo como seu cidadão. A partir deste feito, os sherpas jamais voltariam a ser os mesmos, tendo o nome de sua etnia passado a significar “guias de alta montanha” em todo o planeta.

Edmund Hillary, o criador de abelhas de Auckland, nascido em 1919, foi sagrado cavalheiro pela rainha da Inglaterra, ganhando o título de “Sir”. Sua imagem foi reproduzida em selos, histórias em quadrinhos, livros, filmes, capas de revista, e sua cara, comprida e fina, estampada na nota de 5 dólares na Nova Zelândia.

A Conquista do Everest - parte 3

No dia 29 de maio de 1953, às 6h30min da manhã, eles saíram de suas barracas, quase cobertas de neve, respirando oxigênio suplementar, e iniciaram a jornada que os colocaria na história. Era a sétima tentativa de Tenzing Norgay e a segunda de Edmund Hillary.

Às nove chegaram ao Cume Sul, ao pé da dramática crista estreita que levava ao cume principal, a partir de onde encontraram melhores condições climáticas. Uma hora mais tarde estavam diante de uma barreira com 13 metros, um escalão de rocha lisa e quase sem pontos de apoio, agora conhecido como Escalão Hillary.

– Era uma barreira cuja superação ia muito além de nossas frágeis forças – reconheceu o neozelandês, mais tarde.

Tenzing ficou embaixo e foi largando a corda, nervoso, enquanto Hillary, enfiando-se em uma estreita greta entre o paredão de rocha lisa e uma rebarba de neve em sua beirada, começou a agonizante subida. A lenta e penosa escalada foi sendo vencida, na base de muito esforço físico e exposição ao perigo.

Edmund Hillary conseguiu finalmente alcançar o alto da rocha e se arrastar para fora da fenda, até uma larga saliência. Por alguns momentos ele ficou ali, parado, deitado, recuperando o fôlego. Enquanto o oxigênio artificial corria por sua veias, ele sentiu, pela primeira vez, que sua gigantesca determinação o levaria ao topo. Com as batidas do coração voltando ao normal – normal para aquelas circunstâncias! – ele firmou-se na plataforma e fez sinal para Tenzing subir.

Edmund Hillary puxou firme a corda e o sherpa foi subindo, contorcendo-se greta acima, até finalmente chegar à saliência onde o neozelandês estava.

– Exausto, desabando como um peixe gigantesco que acabou de ser içado do mar após uma luta terrível, chegou Tenzing – contou Hillary.

O cume, a apenas uma pequena distância, os observava, impassível, sentindo que em breve seria derrotado por aqueles dois minúsculos seres que ousavam pisar onde ninguém jamais conseguira colocar os pés.

Edmund Hillary e Tenzing Norgay deram a volta por trás de outra saliência de rocha e viram que a crista adiante descia, podiam ver o Tibete. Eram os primeiros humanos a verem o Tibete daquele local. Eles desviaram a atenção do planalto tibetano e correram os olhos para cima, onde havia um cone redondo de neve.